Se tu me amas,
Amas ligeiro,
Tão sereno quanto as nascentes de minas que ainda restam.
Ama-me sem descabelar-se,
Gritar,
Sentir.
Se amas,
Amas com calma,
Nesta noite tão vazia que me calo com você...
No teu rosto macio,
Ora corre lagrimas,
Ora um sorriso sem fim,
Que revela que me amas...
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Ninguém - #24
Fechado,
Privado de tudo,
Esquecido no tempo,
Não faz parte,
Não adiciona.
Apagado na mente,
Nem eu mesmo me conheço,
Não tenho mais vontade propria.
Penso?
Não sei...
Não saber consiste em saber,
Morrer é na verdade viver,
Viver é na verdade estar morto inconscientemente...
Sofrer é ser feliz reclamando,
É sangrar por ferida cicatrizada.
Inconscientemente fantasioso,
Falo a verdade...
Privado de tudo,
Esquecido no tempo,
Não faz parte,
Não adiciona.
Apagado na mente,
Nem eu mesmo me conheço,
Não tenho mais vontade propria.
Penso?
Não sei...
Não saber consiste em saber,
Morrer é na verdade viver,
Viver é na verdade estar morto inconscientemente...
Sofrer é ser feliz reclamando,
É sangrar por ferida cicatrizada.
Inconscientemente fantasioso,
Falo a verdade...
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Poema dos Garotos Mortos - #23
Andarilhos sem nome,
Iluminados por um nada,
Um simples nenhum objetivo,
Um frágil caminho sem fim,
Uma certeza questionável:
A morte seria o fim?
Esperando incansavelmente,
O ceifeiro negro vir por suas almas,
Sujas e imprestáveis,
Leva-las ao túnel de trevas:
O inicio ou o fim de tudo...
Iluminados por um nada,
Um simples nenhum objetivo,
Um frágil caminho sem fim,
Uma certeza questionável:
A morte seria o fim?
Esperando incansavelmente,
O ceifeiro negro vir por suas almas,
Sujas e imprestáveis,
Leva-las ao túnel de trevas:
O inicio ou o fim de tudo...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Aqui - #22
Nestas montanhas tão altas,
Me perco,
Me sinto,
Aflito,
Como sempre,
Sem compreensão,
Amor,
Nem paixão.
Aqui onde pago meus pecados,
Lavo minhas feridas,
Que não cicatrizam,
Marcas de uma vida,
Dolorosa,
De destino incerto.
Junto aos corvos me viro,
Perdendo o pouco de vida que ainda me resta...
Me perco,
Me sinto,
Aflito,
Como sempre,
Sem compreensão,
Amor,
Nem paixão.
Aqui onde pago meus pecados,
Lavo minhas feridas,
Que não cicatrizam,
Marcas de uma vida,
Dolorosa,
De destino incerto.
Junto aos corvos me viro,
Perdendo o pouco de vida que ainda me resta...
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Esta Vida - #21
Ah,
Esta vida monótona da qual já me acostumei,
Esta rotina sangrenta e mal educada,
Não te dá certeza,
Me foge o chão,
Me falta pureza,
Inocencia objetiva da qual acabo de me privar.
Ah,
Esta alquimia incorreta,
Essa vida é incerta,
Me esconder talvez?
Seria a solução?
Ah,
Esse aperto no peito,
Me arremesso,
Me atiro,
Perco o direito.
Sim,
Esta vida inutil,
De tempo tão futil,
Me falta riqueza...
Esta vida monótona da qual já me acostumei,
Esta rotina sangrenta e mal educada,
Não te dá certeza,
Me foge o chão,
Me falta pureza,
Inocencia objetiva da qual acabo de me privar.
Ah,
Esta alquimia incorreta,
Essa vida é incerta,
Me esconder talvez?
Seria a solução?
Ah,
Esse aperto no peito,
Me arremesso,
Me atiro,
Perco o direito.
Sim,
Esta vida inutil,
De tempo tão futil,
Me falta riqueza...
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